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domingo, 30 de julho de 2017

RECORDAR É VIVER, SÓ AS MELHORES DO PASSADO

MAIS UMA SELEÇÃO ESPECIALMENTE ESCOLHIDA POR MIM PARA VOCÊ RECORDAR O QUE DE MELHOR TOCOU NOS RÁDIOS ANTIGAMENTE!

OUÇA:






FONTE: YOUTUBE


AUTOR: MEGA MÍDIA

SAIBA DA INTRODUÇÃO À PUBLICIDADE NO RÁDIO

Durante o período de 1922 a 1930, o Rádio passou por sua fase experimental onde somente as classes altas tinham acesso ao meio, a programação era composta por música clássica, concertos, etc...

As emissoras de rádio dependiam de tais classes sociais para se manter financeiramente. Aos poucos as emissoras introduziram os chamados ‘’ fundos de broadcasting’’ à sua programação, que constituía na menção do nome dos patrocinadores no princípio e no fim das transmissões, porém foi no período entre 1930 e 1940 que a Publicidade cresceu através do Rádio e o Rádio, agora mantido financeiramente pela publicidade, tornou sua programação mais dinâmica e se popularizou diante das outras classes sociais.

O rádio, ao contrário da televisão, é uma mídia barata e popular que atinge um público maior pelo fato de ser apenas ouvido e não assistido, atinge a todas as classes sociais e acompanha o espectador nas mais diversas situações do mundo atual podendo ser ouvido no trânsito, em estabelecimentos comerciais, através de dispositivos portáteis( Mini Stereos, MPx Players e /ou celulares com recursos de FM), aparelhos convencionais ou até mesmo pela Internet, tendo vantagem sobre outros meios de comunicação que necessitam de uma atenção que vai além da audição para serem compreendidos.

Formatos de Publicidade

Existem duas categorias de publicidade no rádio:

- Anúncios ao vivo

- Comerciais gravados

Espaços de publicidade em rádio podem ser classificados como:

- Inseridos durante os programas / com horários

- veiculados no intervalo (Break) dos programas

Dessa forma temos:

1) SPOT: Texto publicitário para transmissão radiofônica, que pode conter um fundo musical e/ou efeitos sonoros,gravado por um ou mais locutor, transparecendo a imagem quase real da mensagem. Sua força está na mensagem escrita e interpretada e pode ter 15”, 30”, 45” ou acima de 1 minuto de duração.O que a voz diz é tão importante quanto o modo como ela diz!

2) JINGLE: É a mensagem publicitária cantada, em forma de música. Tem como característica ser uma música simples, atraente e cativante, fácil de cantarolar e recordar. Sua duração é semelhante ao SPOT.

3) TEXTO – FOGUETE: Parecido com o SPOT, possui uma duração menor, entre 5 a 7 segundos. Geralmente estes tipos de mensagens surgem por meio de transmissões esportivas.

4) TESTEMUNHAL: É o texto falado no ar; mensagem ao vivo, personalizada, é o testemunho do locutor-apresentador a respeito do produto/serviço que está sendo anunciado.

5) ROTATIVO: Comercial de rádio e TV, sem uma programação rígida de horário a ser veiculado, que é apresentado várias vezes ao dia, entre os programas de diferentes horários.

6) PATROCÍNIO AMERICANO: Mensagem ao vivo com horário programado, semelhante ao testemunhal, mas com horário definido e exclusivo.

7) PONTO DE VENDA: Locução ao vivo direto do estabelecimento relacionado a propaganda, muitas vezes coloca o funcionário, gerente ou mesmo um cliente no ar. Promove sorteios e atrai a audiência para o local. O espaço negociado por inserção, com valor que varia de acordo com o horário e posicionamento da emissora.

O uso da criatividade em anúncios

A criatividade na produção dos comerciais veiculados na época, conhecidos como reclames, também era uma característica que ajudava na luta por anunciantes. Frases bem humoradas já eram consideradas como bons anúncios para os clientes.

“Sente-se mal? Compre um cadeira de balanço na Casa Bela Aurora e sente-se bem...”

“Pilogênio é tão bom que faz crescer cabelos até em uma bola de bilhar.” (CASE, p.49)

Case não trabalhava sozinho, sua equipe de redatores era composta por profissionais de primeira linha como Orestes Barbosa, Luiz Peixoto e Nássara, entre outros. E foi Nássara, que em 1932 compôs o primeiro jingle da história da publicidade brasileira. O causo, como ficou conhecido o episódio que envolveu Case e Nássara foi assim: um dia, quando Case foi buscar sua esposa Graziela na escola, decidiu descer do bonde para comprar pão numa padaria em Botafogo. Quando foi comer o pão a noite, Case adorou.

No outro dia, ele foi até a padaria para convencer o português a anunciar no rádio. O proprietário não quis nem saber, disse que nunca tinha ouvido falar de nenhuma padaria que anunciasse no rádio. “Mas Case estava decidido a dobrar o português e o convenceu com a seguinte proposta: `O preço é o seguinte: vou colocar o anúncio no ar. Se o senhor gostar, paga, senão, fica de graça.”(CASE, p. 49)

Quando Nássara ouviu isso, se inspirou na nacionalidade do proprietário da padaria e compôs uma quadrinha em ritmo de fado. O primeiro jingle da história da propaganda do rádio no Brasil ficou assim:

“Oh, padeiro desta rua

tenha sempre na lembrança.

Não me traga outro pão

Que não seja pão Bragança.

Pão inimigo da fome.

Fome inimiga do pão.

Enquanto os dois se matam,

A gente fica na mão.

De noite, quando me deito

E faço minha oração,

Peço com todo respeito

Que nunca me falte o pão”.

(CASE, p. 50)

O português, dono da padaria, ficou feliz da vida com a propaganda de seu estabelecimento e fechou um contrato de um ano de publicidade com Case.

CASÈ, Rafael. Programa Case, o rádio começou aqui. Rio de Janeiro: Mauad, 1995
FONTE: RADIOFAM1B

AUTOR: MEGA MÍDIA

sábado, 29 de julho de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

AÇÕES DO MPF "FORÇAM" SAÍDAS DE POLÍTICOS DE QUADROS SOCIETÁRIOS DE RÁDIOS

As ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) está começando a gerar resultados. Deputados federais e senadores que eram sócios de emissoras de rádio ou TV repassaram as cotas de sociedade para filhos, irmãos, pais e aliados políticos.

As transferências foram feitas após a instauração de inquéritos e de ações civis públicas, movidos pelo Ministério Público Federal em 2015, questionando as concessões em nome de parlamentares. A Constituição diz que deputados e senadores não podem firmar e manter contratos diretos com a administração pública ou ser concessionários de serviços públicos.

A Justiça, contudo, tem apresentado entendimentos diferentes quanto à legalidade do repasse de cotas de ações de emissoras de políticos a seus parentes. Um exemplo: o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) deu lugar à filha Giovana Barbalho na sociedade da Rádio Clube do Pará. Em junho, um juiz federal suspendeu as transmissões da emissora sob o argumento de que o quadro de sócios da empresa segue constituído por "outros membros da família".

Já em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal entendeu que o fato de Aécio transferir, em setembro de 2016, suas ações na rádio Arco Íris –44% do capital da emissora– à irmã, Andréa Neves, anulava irregularidades na concessão, já que ele havia saído da sociedade. O MPF recorreu e ainda não há decisão.

Pedro Machado, procurador do Ministério Público Federal em São Paulo que encaminhou 45 denúncias contra concessões a parlamentares pelo país, diz que o repasse de cotas a parentes virou um impasse jurídico. "Nós entendemos que, a partir do momento em que optou por ser parlamentar, o político tem que abrir mão dessa concessão", diz.

Entre os parlamentares que se valeram de parentes para repassar as concessões está o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que vendeu a dois irmãos e à mãe cotas de uma rede de televisão e de emissoras de rádio no Rio Grande do Norte."Essas emissoras pertenciam ao meu pai, recebi por herança. Mas houve esse questionamento, optei por vender as ações para meus irmãos e minha mãe. Não queria prejudicá-los", afirma. O processo contra ele foi extinto.

O filho de Agripino, o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), abriu mão da participação em duas rádios na qual era sócio, vendendo para primos. O senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e os deputados Beto Mansur (PRB-SP) e Domingos Neto (PSD-CE) também repassaram as ações de emissoras de rádio e TV para parentes. Os dois primeiros para os filhos, o segundo para o pai.

Além da rádio de Jader e Elcione Barbalho, outras duas emissoras foram temporariamente suspensas por meio de decisão liminar. Em 2016, a AM Show, de Jardinópolis (SP), que teve o deputado federal Baleia Rossi (PMDB-SP) como sócio, foi retirada do ar.


O deputado contesta a decisão alegando que vendeu sua participação na rádio para o irmão em 2015, quando assumiu mandato de deputado. No mesmo período, também foi retirada do ar a rádio Metropolitana Santista, de Santos, do deputado federal Antônio Bulhões (PRB-SP).

Apesar das contestações judiciais, há políticos que continuam no quadro societário de rádios e TVs. Eles alegam que as restrições seriam apenas para exercer cargos executivos na direção das empresas.

Há três ações sobre o tema em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal). Duas pedem a inconstitucionalidade das concessões de rádio e TV para qualquer político com cargos eletivos, não só deputados federais e senadores.

Outra, proposta pelo governo Michel Temer (PMDB) em dezembro de 2016, pede a suspensão de todos os processos envolvendo concessões de parlamentares com mandatos e das liminares que interromperam a transmissão de rádios e TVs até o julgamento final dos casos.

Segundo o governo, o direito à liberdade de expressão é soberano e a legislação eleitoral já tem mecanismos para coibir o abuso de poder nos meios de comunicação. O pedido foi indeferido pela ministra Rosa Weber, mas, devido a um recurso, o caso permanece inconcluso.

Com informações da Folha de S.Paulo
AUTOR: MEGA MÍDIA

SAIBA QUAIS AS RAZÕES PARA REJEITAR A LIBERAÇÃO DE PROPAGANDA PAGA NAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS?

Tramitam no Congresso Nacional diversos projetos de lei que autorizam a veiculação de publicidade paga pelas rádios e TVs comunitárias.

Um deles (PLS 27/2016), de autoria do senador Hélio José (PMDB-DF), permite a veiculação de três minutos de propaganda por hora nas emissoras comunitárias. O projeto está em análise na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, sob relatoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

A ABERT afirma que a possível liberação da propaganda para emissoras comunitárias desvirtua o mercado de radiodifusão. O diretor geral, Luis Roberto Antonik, ressalta que o processo para obtenção de outorga de funcionamento de uma rádio comercial é demorado, burocrático e caro; já a licença para operar uma rádio comunitária é sumária, simplificada e gratuita.

“Diante das dificuldades, o “empresário” opta pela maneira mais fácil de obter a licença e aceita as limitações impostas, como área de cobertura e restrições de operação comercial. Uma vez que a emissora está em operação, ele procura o Legislativo para mudar as regras, pedindo aumento de potência e possibilidade de veicular publicidade”, disse.

O Brasil tem hoje quase 6 mil emissoras comunitárias. De acordo com Antonik, a ABERT não é contra essas rádios, mas “jamais aceitará que emissoras comunitárias sejam equiparadas às comerciais”.

“Se o detentor da rádio comunitária quer veicular propaganda, explorando o negócio economicamente, deve buscar uma concessão de uma rádio comercial” justifica ele.

“Deixar que essas emissoras possam ser exploradas economicamente é uma prova de imaturidade institucional. Se isso ocorrer, como ficam aquelas pessoas que passaram pelo rigoroso processo de obtenção de outorga e pagaram para conseguir uma rádio comercial?”, questiona Antonik.

Fonte: Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT
AUTOR: MEGA MÍDIA

CONHEÇA UMA RÁDIO DIFERENTE DE TODAS QUE VOCÊ JÁ VIU

Com ambiente clean e contemporâneo, a emissora de rádio Tempo FM 103,9 inaugurou novos estúdios recentemente em um shopping de Fortaleza (CE). 

Com a inserção de novas tecnologias e a era da comunicação digital, o ambiente traz consigo um ar futurista e bastante moderno. 

“O elemento do guarda corpo da escala representa um conjunto de feixes de luz da fibra ótica que interligam os estúdios e transmissor. 

A ideia de manter um espaço clean, cheio de dinamismo e da vibração harmônica, característica da música. 

A nossa visão é voltada sempre para o futuro e para a transformação, mantendo a liberdade de expressão,” explica a arquiteta responsável pelo projeto, Antonella Marzi.

A diretora da emissora e presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), Carmém Lúcia Dummar, explica que o novo ambiente da Tempo FM “é uma oportunidade para inovar e buscar excelência no serviço de rádio, expandido pelo streaming e mídias sociais a um público local e também mais distante. 

Um espaço para facilitar o acesso e a interação entre ouvintes, comunicadores, artistas e outros players, com versatilidade entre os diversos ambientes para eventos, transmissões e streamings simultâneos”.

Os poucos elementos visuais que compõem o ambiente revelam um espaço sofisticado e bem progressista. “A busca de um design único, inspirado pelas palavras de um grande arquiteto, Ludwig Mies van der Rohe “Menos é mais”, que fez deste um princípio e fundamento de uma nova arquitetura. 

Nós queremos mostrar como o melhor resultado, “mais”, se obtém quando você produz algo (um projeto de design ou arquitetura) essencial e perfeito para as suas funções. A mesma filosofia existe na musica, no Rock, por exemplo, onde “menos é mais”. Desta forma, casamos arquitetura e música em um principio fundador do projeto”, ressalta Marzi.

Outro detalhe é que a arquitetura apresentada em forma clean, única, minimalista e contemporânea, segundo Antonella, segue o mesmo princípio do estilo dos móveis. “Nós acreditamos que um projeto precisa ser relacionado com a sua escala maior. Desta forma, um objeto (móvel) em relação com um espaço, um espaço em um edifício que se relaciona com a escala urbana de cidade”, afirma a arquiteta.

“Desde seu primeiro dia, A Tempo FM – 103,9 foi definida como uma rádio adulta contemporânea. Após meses de trabalho nasceu sua nova sede. Estamos felizes com o novo espaço e preparados para chegar cada vez mais perto de cada ouvinte, compartilhando informações e, juntos, nos emocionarmos a cada música, vibrarmos a cada conquista ou nos indignarmos com os absurdos. 

A vida é assim. Cheia de emoções. Estamos juntos para sermos companheira em todos os momentos”, disse Dummar.

Antonella é italiana e explica que esta foi a primeira rádio que elaborou um projeto. Porém ela afirma ter feito projetos similares no exterior voltados para o entretenimento, “como a Discoteca Prince, em Riccione, na Itália, o Salette Private Ristorante, em Milão”. 

A arquiteta explica que “a ReCS tem uma filosofia: cada projeto é único e não existe um projeto igual a outro desenvolvidos pelo nosso escritório. Este projeto, com este resultado foi em grande parte possível graças à uma interação e colaboração contínua com os proprietários da Tempo FM, que expressaram uma preferência pelo branco, pelo contemporâneo, por estilos musicais que tem a ver com a ambiência, e uma ideologia comprometida com a liberdade de expressão, com a pluralidade de visões (representada pelas janelas com diferentes formas),” disse Marzi.

Além do exterior, a arquiteta também possui escritório no Brasil e enfatiza que outras emissoras podem contratar os serviços da Rec Sarchitects. “Nós pegamos a filosofia de cada um e a transformamos na identidade da emissora”.

Sobre o preço, Marzi ressaltou que depende do projeto, da dimensão e do nível de envolvimento.

Fonte: Portal Amirt
AUTOR: MEGA MÍDIA

quarta-feira, 26 de julho de 2017

EM CAMPINA GRANDE (PB), JUIZ FECHA RÁDIO COMUNITÁRIA

Ao acatar uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça das Fundações, o juiz de Direito auxiliar da 7ª Vara Cível de Campina Grande, Alex Muniz Barreto, determinou a suspensão do funcionamento da Fundação de Massaranduba e da Rádio Massaranduba-FM. 

A medida judicial se deu por conta da violação ao Código Civil e das finalidades estatutárias, praticada pela entidade filantrópica e pela emissora de radiodifusão, respectivamente.

No despacho, o juiz Alex Muniz Barreto determinou, também, o afastamento de sua função do gestor da Fundação de Massaranduba, Antônio Mendonça Coutinho Filho; do administrador da Rádio Massaranduba-FM, José Antônio Correia de Oliveira e, ainda, a apreensão de todos os equipamentos de radiofonia da emissora da rádio comunitária.

De acordo com a ação civil pública impetrada pelo promotor de Justiça Guilherme Câmara, as atividades da Fundação se resumiam ao funcionamento da Rádio Massaranduba-FM, cuja programação estaria servindo de instrumento para atender interesses político-partidários, em detrimento da sua verdadeira finalidade, que é a difusão de ideias e elementos culturais, de tradição e hábitos sociais, além de servir de estímulo ao lazer e recreação.

“Sem contar com sede e patrimônios próprios, ficou comprovado, através de documentos anexados aos autos, que a Fundação de Massaranduba não tinha como bancar o funcionamento daquela emissora comunitária, que estaria sobrevivendo de contribuições originárias do poder público e de publicidade patrocinada pelo comércio local, o que é vedado pela Lei das concessões de rádios comunitárias”,diz Ministério Público.

Fonte: Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço
AUTOR: MEGA MÍDIA

EM SERGIPE, RADIALISTAS REALIZAM GREVE POR MELHORIA NOS SALÁRIOS

Após longa tentativa de negociação com o sindicato patronal, os radialistas do estado de Sergipe decretaram greve no último sábado (22). 

Durante os últimos seis meses, os representantes dos trabalhadores compareceram a oito reuniões com mediação do Ministério do Trabalho e o patronato sequer concordou com a reivindicação de 4% de reajuste mais 1% de ganho real.

Como parte da greve, os trabalhadores das rádios e televisões sergipanos realizaram na manhã do dia (24) manifestação em frente à TV Atalaia, afiliada da Rede Record no estado.

“Hoje foi uma manifestação pacífica, os trabalhadores puderam entrar na emissora sem nenhum impedimento. Mas se não tivermos a nossa reivindicação atendida, fecharemos uma emissora ainda essa semana”, declarou o presidente do sindicato dos radialistas, Alvanilson Santana.

Além de lutarem pelo aumento salarial, nesta campanha de 2017 os radialistas também exigem o verdadeiro cumprimento de acordos firmados anteriormente, como o pagamento de vale alimentação, que não está sendo feito na TV Atalaia.

Fonte: FITERT – Federação dos Radialistas
AUTOR: MEGA MÍDIA

ANÚNCIO EM RÁDIO PIRATA PODERÁ SER CONSIDERADO CRIME

As empresas que fazem anúncios em rádios ilegais, as chamadas rádios piratas, poderão sofrer sanções consideradas criminosas.

O debate sobre o assunto aconteceu entre os membros do Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Congresso Nacional, na segunda-feira (5). O colegiado recomendou a aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 468/2009 do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que torna crime anunciar em emissoras piratas.

A proposta altera a lei do Código Brasileiro de Telecomunicações e dá às empresas que contratam propaganda em rádios e TVs ilegais o mesmo tratamento previsto para os responsáveis pela operação dessas emissoras.

Para o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik, se aprovada, a lei contribuirá para a extinção de rádios piratas. “Esta punição fará com que as empresas parem de investir em veículos ilegais. Por outro lado, se essas emissoras quiserem regularizar a situação, elas devem fazer como as emissoras comerciais, que pagam um alto preço pela outorga para poderem operar”, afirma.

O projeto já passou pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e agora aguarda a escolha de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Fonte: Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT
AUTOR: MEGA MÍDIA

domingo, 23 de julho de 2017

HÁ 76 ANOS ENTRAVA NO AR O "REPÓRTER ESSO"

No ar, o Repórter Esso, testemunha ocular da história!

O mais famoso noticiário de todos os tempos, o Repórter Esso, estreou no rádio há 76 anos, no dia 28 de agosto de 1941. Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil, comandado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Patrocinado pela empresa norte-americana sediada no Brasil, Standard Oil Company of Brazil, o Repórter Esso se especializou em divulgar, principalmente, notícias sobre a evolução das guerras travadas pelos Estados Unidos em todo o mundo.

O Repórter Esso (também conhecido como O Seu Repórter Esso) foi um noticiário histórico do rádio e da televisão brasileira.

Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil que não se limitava a ler as notícias recortadas dos jornais, pois as matérias eram enviadas por uma agência internacional de notícias sob o controle dos Estados Unidos da América.
Os locutores que fizeram maior sucesso no noticioso foram: Heron Domingues, Luiz Jatobá e Gontijo Teodoro. 

Os slogans mais famosos eram: 

O Primeiro a Dar as Últimas e Testemunha Ocular da História.

O programa radiofônico trouxe para o radiojornalismo brasileiro, a informação por ele divulgada não era apenas notícia, mas se constituía, também, em informação dirigida, em propaganda político-ideológica, produzindo e construindo sentido e com alvo certo: o governo e determinados segmentos da sociedade brasileira.
A primeira transmissão ocorreu na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1941, iniciando a cobertura do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Antes da estreia oficial, o programa havia ido ao ar experimentalmente na Rádio Farroupilha de Porto Alegre.
Na televisão, o noticiário, inicialmente com o nome de O Seu Repórter Esso, foi apresentado de 10 de abril de 1952 até 31 de dezembro de 1970 na TV Tupi.

Getúlio Vargas.

O programa inicialmente foi criado para fazer a propaganda da guerra americana direcionada ao povo brasileiro. Iniciou sua atividade em 1941 apoiado pelo presidente Getúlio Vargas e sob a orientação do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP.

O Repórter Esso foi um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações: o pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos incluía em suas várias edições diárias, uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial.

O Repórter Esso se especializou em divulgar principalmente notícias ligadas ao modo de vida americana da época, conhecida como 'American way of life'. Os informes traziam ainda aos ouvintes a evolução das guerras travadas pelos Estados Unidos em todas as partes do planeta.

Realizou ampla cobertura da Guerra da Coréia em 1950, enviando correspondentes para o campo de batalha.

Além das guerras, o programa radiofônico dava bastante ênfase às notícias de autoridades, notáveis, estrelas e astros de cinema e feitos científicos norte-americanos. O Repórter Esso não informava notícias da Europa, da Ásia e da África se não houvesse interesses norte-americanos envolvidos.

Em 1955 noticiou, antes de todos, a morte de Carmem Miranda.

Em 1957, informou com grande ênfase a explosão da Bomba de Hidrogênio. Em 1959 informou que Fidel Castro vencera a Revolução Cubana reforçando o avanço do perigo comunista na América Latina.

O último Repórter Esso

O Repórter Esso terminou suas transmissões em 31 de dezembro de 1968.

Na última edição, transmitida pela Rádio Nacional e pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, a partir das 20:25 da noite, o radialista Guilherme de Sousa fez a identificação da emissora e dando a hora certa, antes de anunciar: "Alô, alô, Reporter Esso! Alô!"

Assista ao vídeo sobre o Repórter Esso, trabalho da disciplina da história do jornalismo brasileiro do curso de Comunicação Social - Jornalismo da UFC.

Ao som das tradicionais trombetas, o locutor Roberto Figueiredo entrou no ar, noticiando sobre as festividades do ano novo (1969); o pronunciamento do presidente Costa e Silva sobre o momento nacional e a instituição do AI-5, além do mesmo assinar decretos sobre o setor financeiro; a condenação de Israel por parte das Nações Unidas pelo atentado contra o Líbano; a Missa de Ano Novo realizada pelo Papa Paulo VI; a previsão do tempo nas principais cidades do país; e as principais notícias dadas pelo Repórter Esso em 27 anos de atividade.

Durante a leitura desta última, Roberto Figueiredo começou a chorar e se emocionar, chegando a um ponto em que o locutor reserva Plácido Ribeiro, que estava no estúdio na hora do noticiário, seguiu a leitura. Roberto tentou se recompor e, aos prantos, encerrou o último Repórter Esso, desejando uma boa noite e um feliz ano novo.

O último Repórter Esso no Rádio, em 31 de dezembro de 1968.

Na televisão, o noticiário foi apresentado pela última vez em 31 de dezembro de 1970 na TV Tupi e na TV Record.

Personagens que fizeram a história no Repórter Esso:

Heron de Lima Domingues
Heron Domingues nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul ,em 04 de junho de 1924.

Aos 16 anos tentou a carreira de cantor e foi participar em um concurso de calouros na Rádio Gaúcha, em Porto Alegre a 7 dezembro de 1941, dia escolhido pelos japoneses para bombardear Pearl Harbour, Havaí nos Estados Unidos.

Na ausência do locutor da rádio, Domingues foi lançado às pressas aos microfones e deu a notícia em primeira mão. Não participou do concurso, mas saiu da rádio empregado.

Em 1944, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar na Rádio Nacional, onde, no programa Repórter Esso, transmitia a informação "como se estivesse numa trincheira", costumava dizer.
Acampado no estúdio da carioca Rádio Nacional, Heron Domingues, o Repórter Esso , aguardava sôfrego pelo telegrama que confirmaria o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Deveria fazer jus ao apelido a ele atribuído, "o primeiro a dar as últimas".

Após passar Natal, Ano-Novo e Páscoa em alerta, os colegas insistiam para que ele fosse descansar em casa. Aceitou o conselho a contragosto e, para sua decepção, foi em casa que o radialista soube do fim do armistício, pela emissora concorrente. Para consolo, sua credibilidade ressoou: "Se o Repórter Esso ainda não deu, não deve ser verdade", comentava-se pelo País. Só depois que empostou sua inconfundível voz ao microfone é que a notícia ganhou veracidade.

Na televisão, trabalhou na extinta TV Rio, onde apresentou o Telejornal Pirelli, ao lado de Léo Batista e na Rede Globo, onde apresentou o Jornal da Noite e o Jornal Internacional na Globo de 1971 até 1974.

Em tom alarmista, o radialista foi o primeiro a noticiar vários fatos históricos nos 33 anos de carreira: o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima - (1945): o suicídio de Getúlio Vargas - (1954), a morte da cantora Carmen Miranda - 1955; a renúncia do presidente da República Jânio Quadros - (1961), a chegada do Homem à Lua - (1969).

Ouça o Repórter Esso - Heron Domingues anuncia a morte de Hitler e o fim da 2ª Guerra Mundial no dia 7 de maio de 1945

Heron Domingues acreditava que a voz era dádiva de Deus e não se preocupava em preservá-la. Boêmio, bebia e fumava em excesso. Depois do expediente, era comum lotar a casa de amigos para notívagos bate-papos. Quando as visitas partiam, virava-se para a esposa, a jornalista Jacyra Domingues, e dizia: "Já faz muito tempo que estou em casa, vamos sair para dançar".

Foi o primeiro apresentador de televisão, quando ingressou na TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1961. Desde 1972, estava na TV Globo, (Rede Globo), do Rio de Janeiro.
Eron Domingues também foi apresentador de televisão.

Eufórico para anunciar com exclusividade o impeachment do ex-presidente norte-americano Richard Nixon, no extinto Jornal Internacional, da TV Globo, sem imaginar que seria seu último noticiário. Poucas horas depois foi jantar com os amigos, tendo tido um infarto fulminante já em casa. Os amigos acreditam que Domingues foi vencido pela emoção.
"Trabalhei no Repórter Esso de 1944 a 1962, sem um dia de folga. Levantava-me ás 6:45 hs. e voltava para casa à 1:30 da madrugada. Nos períodos críticos, dormia na rádio, que tinha uma cama na redação.

Para se ter uma idéia da época conturbada em que vivíamos, no período em que fui locutor do Esso, houve no Brasil dez presidentes da república. Durante a guerra, dormia na Rádio Nacional com um fone no ouvido, diretamente ligado a UPI. Sempre que havia uma notícia importante, eles me despertavam, eu mesmo colocava a emissora no ar e transmitia a notícia. 

Para o fim da guerra, preparamos uma audição especial do Repórter Esso, em que a notícia seria dada fundida com o repicar de sinos. Com medo de me emocionar muito diante do microfone, gravei o início da transmissão: "Atenção! Atenção! Acabou a guerra" (Heron Domingues).

Uma equipe médica estudou a voz de Domingues por dez anos e nenhuma alteração foi observada, um fenômeno. "Bebo e fumo em excesso", disse ele. "Pois continue bebendo e fumando", aconselharam os médicos.

Heron Domingues faleceu em 9 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro, após um dia de trabalho. Teve um ataque cardíaco. Ele era casado com a jornalista Jacyra Domingues.

Luiz Jatobá
Luiz Jatobá foi dono de uma das mais belas vozes da locução e narração no rádio, cinema e televisão durante cerca de 45 anos. Desinibido e incentivado por uma namorada, inscreveu-se e ganhou um concurso para locutores vinculado no Jornal do Brasil (1935), que inaugurava a sua emissora. 

Foi escalado para programa em que selecionava discos clássicos e fazia comentários. Paralelamente a este emprego, estudava Medicina Ortopédica, e após formar-se, foi fazer pós-graduação nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, passou a escrever reportagens para jornais cariocas e para a revista Manchete e apresentava o programa "A Hora do Brasil".

Foi para o EUA e como contratado da Columbia Broadcasting System, a CBS, em Nova York, tornou-se correspondente para o Brasil de notícias sobre a Segunda Guerra, e apresentador de traillers cinematográficos para a Metro Goldwin Mayer. No Brasil tornou-se (1950) o apresentador do primeiro noticiário da televisão brasileira, o Repórter Esso, na TV Tupi do Rio.

Foi para a Rádio Mayrink Veiga (1951), atuando como apresentador de programas e também na Rádio Nacional (1958-1960). Participou de programas na TV Excelsior, foi para a TV Globo (1969) e, três anos depois, voltou aos Estados Unidos, onde trabalhou novamente como narrador de traillers cinematográficos para a Columbia, a Paramount, a Universal Pictures, e a United States Information Agency.

Faleceu em 1982 em Nova Iorque, aos 67 anos.

Kalil Filho
Kalil foi o primeiro Repórter Esso da TV no Brasil e em São Paulo, na época, o noticiário mais famoso da TV Tupi.

Kalil Filho foi contratado pela TV Excelsior em 1964 quando daquela febre de contratações que o Grupo Bozzano Simonsen (proprietário da TV Excelsior) fez na TV, desbancando a Tupi de ser a emissora que liderava o Ibope na época.

Na TV Excelsior Kalil também fazia um telejornal, sua especialidade. Foi diretor artístico, e devido a um 'traíra', (que ele chamava de gangsterzinho), teve uma briga com a direção da TV e saiu. Foi trabalhar na Rádio Bandeirantes onde apresentava o 'Reporter Sucesso'.

Em 1967 foi trabalhar nas Organizações Globo (ainda não a poderosa Rede Globo) onde foi fazer um programa na Rádio Excelsior, que fazia parte das Organizações Victor Costa que tinha sido comprada por Roberto Marinho.

Seu nome era Munir Mieli Kalil, filho de José Jorge Kalil e dona Itália Mieli. 

Kalil Filho nasceu em 2 de dezembro de 1930 e faleceu em 13 de abril de 1970, num acidente na Marginal Pinheiros em São Paulo.

Gontijo Teodoro
Gontijo Teodoro ficou famoso por comandar o popular “Repórter Esso”, programa que marcou época na televisão brasileira.

A célebre frase “amigos ouvintes, aqui fala seu Repórter Esso, testemunha ocular da história”, sempre acompanhada por uma das vinhetas musicais mais conhecidas da história da TV brasileira, anunciou, durante 17 anos, o início das edições do telejornal que teve como um de seus símbolos Gontijo Teodoro. 

O apresentador comandou o programa entre 1953 e 1970, na extinta TV Tupi.

Na telinha, “Repórter Esso” repetiu o sucesso que alcançara no rádio brasileiro, na década de 40, apresentado pelo locutor Heron Domingues.

Gontijo Teodoro morreu aos 78 anos de idade, vítima de enfarto, no Rio de Janeiro.
FONTE: RÁDIO NA INTERNET

AUTOR: MEGA MÍDIA

sábado, 22 de julho de 2017

O JORNALISTA

O estudante de jornalismo aprenderá na faculdade como lapidar o seu texto, ainda que ele já tenha um vasto conhecimento em português. O discurso jornalístico tem elementos caracterizadores específicos calcados na atualidade, veracidade e universalidade. O discurso deve ser atual, pois tem de se organizar em torno do presente, verossímil, pois tem de se apoiar na verdade, e universal, porque o assunto discursado deve ser de interesse público.

Além das características pertinentes ao conteúdo, é desejável que um texto jornalístico cumpra seu papel informativo, isto é, que todos os leitores compreendam a mensagem passada, caso contrário, o jornalista não terá cumprido seu papel social. Por esse motivo, recomenda-se o máximo de clareza na composição e na escolha de palavras na hora de escrever, elas devem ser comuns e de uso corrente e os termos técnicos devem ser explicados.

O jornalista deve fomentar o interesse do leitor logo no início do texto, para que ele se sinta interessado em ler a matéria até o final. Para isso, o texto deve ser rico em conteúdo referencial, sem muitas adjetivações. Por exemplo, falar que um concurso público foi muito concorrido não informa tanto quanto falar quantos candidatos fizeram a prova e quantas vagas foram oferecidas.

Em relação a escrita, especificamente, recomenda-se usar parágrafos curtos, divididos em períodos não muito longos para que o leitor não se perca. A ordem direta da frase (sujeito, verbo e complemento) deve ser priorizada, pois são mais fáceis de entender e fixar. O uso excessivo de palavras estrangeiras deve ser evitado, ao menos que a palavra já seja consagrada pelo uso contínuo. Outro ponto importante é escrever o significados das siglas, quando utilizadas.

É imprescindível que o jornalista busque sempre mais de um “olhar” sobre o mesmo assunto, para tornar o texto mais rico e o mais imparcial possível. Checar todas as informações rigorosamente, também, deve ser uma prática constante do jornalista, pois um erros de gramática, nomes ou informações podem gerar problemas e incredibilidade ao autor.

Notas, Notícias e Reportagens

Os textos jornalísticos mais comuns são notas e notícias, que são do tipo informativos e reportagens, que são do tipo interpretativo. Elas se diferenciam não só na extensão do texto, como também em detalhamento e profundidade das informações apresentadas.

A nota é uma "notícia curta" e costuma ocupar apenas um parágrafo, respondendo às questões do lide. Elas são dignas de interesse público, mas o teor da informação não têm grande importância por parte da redação do veículo. A notícia, por outro lado, não se restringe apenas ao lide e traz algumas informações adicionais e depoimentos. Ela é a matéria-prima do jornalismo, pois é a partir da notícia, que nascem outras modalidades textuais, que aprofundam um assunto como a reportagem.

Esta apresenta a base interpretativa do fato, é mais completa e mais profunda. Ela exige maior tempo de apuração e observação do jornalista, que deve buscar diferentes ângulos sobre o mesmo assunto, personagens, especialistas, índices e dados. Ela é a forma mais completa de abordar um assunto e, por isso, demanda mais sensibilidade e afetividade do repórter.

Pauta

O tema de um texto jornalístico informativo surge de uma ideia, ou seja, de uma boa pauta. Assim, que o jornalista descobre uma boa história para contar, ele deve escrever uma pauta para organizar as suas ideias e descobrir a viabilidade de escrever sobre aquele assunto.
Uma boa pauta deve conter novidade ou apresentar uma abordagem diferente sobre um assunto já tratado. Primeiro, é necessário ler sobre o assunto e procurar saber se ele já não foi abordado em outros veículos, pesquisar revistas especializadas no tema e fazer uma lista de especialistas e personagens que irá entrevistar para enriquecer a sua história.

Há diferentes tipos de pautas. As pautas quentes se referem a assuntos que não podem esperar para serem publicadas. Pautas frias são aquelas que nascem de uma observação do repórter, trazem assuntos importantes, mas não são ligadas ao calor da notícia. E as pautas especiais são aquelas que nascem de uma investigação ou pesquisa.

Para construir uma pauta deve-se ter em mente o que você gostaria de contar para o leitor sobre aquele assunto, quais informações são necessárias para contar essa história, se devo apresentar números, uma perspectiva história ou levantar diferentes pontos de vista.

Há casos, em que um jornalista sugere a pauta e o repórter escreve, de acordo com as informações contidas na pauta como que tipo de reportagem será feita, com quem deverão falar, onde e como. Por isso ela deve ser detalhada e rica em orientações editoriais, mas deve permitir improvisos como modificações na forma de abordagem, sugestão de outros entrevistados, levando em conta os acontecimentos ocorridos após a produção da pauta.

Sugerir uma boa pauta, é considerada uma das tarefas mais difíceis dos jornalistas. Por esse motivo, um jornalista deve estar sempre atento ao que acontece ao seu redor, ser curioso, estabelecer contatos, conhecer pessoas novas e ter uma boa relação com assessores de imprensa, para alcançar mais facilmente uma pessoa pública, que esteja em evidência.

Lide

O lide é o formato mais adequado para abertura de textos noticiosos e, para ser construído, é preciso responder às seis questões básicas que envolvem o fato (Quem? O quê? Quando? Onde? Onde? Como?, Por quê?). Esse recurso se pauta pela objetividade, simplicidade e hierarquia das informações, através dos critérios de atualidade e interesse público.

O uso do lide é ligada a técnica de pirâmide invertida, que representa a maneira de apresentar as informações de forma decrescente no texto . Ele auxilia o leitor, pois já dá uma ideia do que a matéria se trata logo no início. Caso o leitor não tenha tempo de ler toda a matéria ou não se interesse por ela, ele estará abrindo mão de detalhes, mas não da informação em si.

Jornalismo Opinativo

Editorial

Editoriais são textos publicados em um jornal, cujo conteúdo expressa de forma direta a opinião da empresa, direção ou equipe de redação sem de ser imparcial e objetivo. O profissional encarregado de dirigi-lo é o editorialista, mas os editoriais não costumam ser assinados por uma pessoa.

A linha editorial é a política determinada pela direção do veículo ou pela empresa responsável pelo mesmo, e vai orientar como o texto deve ser redigido, termos que devem ou não ser empregados, a hierarquia do tema, bem como posições que não devem ser tomadas.

Artigo

O artigo reflete a opinião do autor sobre um assunto, um tema ou uma ideia com profundidade e de forma original. Ele reúne peças aparentemente isoladas e enfatiza a opinião do autor, é inclusive a marca pessoal do articulista que dá o tom ao texto. Esse tipo de texto permite a flexibilidade de estrutura e estilo e busca convencer o leitor sobre alguma posição, através de fatos, antecedentes históricos, números, estimativas, falas de personagens, etc. Quando tem caráter regular no veículo, é chamado de coluna.

Resenha Crítica

É um texto escrito em terceira pessoa, assinado e que expressa opinião, assim como a coluna. Entretanto, a resenha critíca, ou apenas crítica discursa sobre alguma alguma produção específica. A resenha critíca, ou apenas crítica, faz um julgamento, através de argumentos positivos ou negativos, a respeito de produtos culturais como livros, exposições, filmes, peças de teatro, etc. O texto se constitui de introdução, apresentação, apreciação e conclusão, não necessariamente nesta ordem.

Perfil

Apesar de ser um tipo de texto jornalístico interpretativo, também pode se enquadar no tipo opinativo, pelo fato do jornalista exprimir a sua interpretação pessoal sobre uma personalidade ou um lugar. O perfil enfatiza aspectos de um personagem central ou um lugar. O perfil de uma pessoa reconstitui de forma leve e criativa um episódio e circunstancias marcantes da vida de um indivíduo.

Charges e Ilustrações

São formas visuais com características de humor, usadas para expressar opiniões. Alguns veículos que se destacam no uso dessa técnica são O Globo e Jornal do Brasil, cujos cartunistas mais famosos de suas histórias são Chico Caruso, Ique e Henfil.

FONTE: JORNALISTA.COM
AUTOR: MEGA MÍDIA

MAIS CURIOSIDADES DO RÁDIO NO BRASIL

Veja como foi o começo do rádio no Brasil:

- O rádio foi oficialmente inaugurado a 7 de Set. 1922.

- Com um transmissor de 500 watts,da Westinghouse, no alto do Corcovado - RJ, para 80 recepts.

- O primeiro programa foi o discurso do Presidente Epitácio Pessoa.

- A Instalação de fato aconteceu em 20 de Abril de 1923 com Roquete Pinto e Henry Morize com a "Rádio Sociedade do Rio de Janeiro".

- Sua programação era para a elite, não para a massa: com ópera, recitais de poesia, concertos, palestras culturais...

- Receptores eram caros, importados.

- Finalidade cultural, educativa e altruísta.

- Mensalidades pagas para quem tinha os receptores, doações.

- Anúncios pagos eram proibidos

Então, depois veio a "era comercial" do rádio:

- Começa na década de 30 as transformações.

- O decreto n. 21.111 de 01/03/32 autorizava a 10% de sua programação ter comerciais.

- O erudito se torna popular.

- Contrata-se artistas e produtores.

- A competição trouxe:

* Desenvolvimento Técnico.

* Status da emissora(ibope).

* Popularidade do veículo.

Logo chegou a "época de ouro" da rádio:

"O impacto do rádio sobre a sociedade brasileira nesta época, foi muito mais profundo do que aquele que a televisão viria a produzir 30 anos depois." A era do Rádio,Orlando Miranda, p.72.

- Nos anos 40 acontece a "época de ouro do Rádio".

- Programação mais popular, mais audiência.

- Surge o Ibope, dia 13 de Maio 1942.

- A primeira radionovela foi em 1942: "Em busca da felicidade".

- Esportes, radiojornalismo -Repóter Esso...

- O contexto da primeira guerra mundial e a copa do mundo marcaram esta época do Rádio.

Então chega a tv, e o rádio muda:

- Os artistas do Rádio vão para a TV.

- Troca-se os artistas e programas de humor por música.

- As novelas e programas de auditório por serviços de utilidade pública.

- Busca-se a segmentação.

- As FMs aparecem na década de 60, com muito mais músicas.

Esperamos que estejam gostando da história do rádio no Brasil, além de tópicos, agora também mostraremos o "ano a ano"!

Confira os grandes acontecimentos no rádio no Brasil a cada ano:

1922: Realiza-se no dia 7 de setembro a primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil, como parte das comemorações do Centenário da Independência. A Westinghouse Electric, junto com a Companhia Telefônica Brasileira, instala no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, uma estação de 500 W, inaugurada com um discurso do presidente Epitácio Pessoa . Seguem-se emissões de música lírica, conferências e concertos, captados pelos 80 aparelhos de rádio distribuídos pela cidade. Após as festividades, as transmissões são interrompidas.
1923: O governo brasileiro monta, na praia Vermelha, no Rio de Janeiro, uma estação de rádio que transmitia, em condições precárias, programas literários, musicais e informativos. Roquette Pinto e Henrique Morize criam a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que apresentava programas educativos e culturais. Influenciadas por ela, são fundadas rádios amadoras em várias partes do país, como a Rádio Clube Paranaense, a Rádio Clube de Pernambuco, a Rádio Sociedade Rio Grandense, a Rádio do Maranhão, a Rádio Sociedade Educadora Paulista e a Rádio Clube de Ribeirão Preto. Todas nascem como clubes e sociedades e, como a legislação proibia a publicidade, são sustentadas por seus associados. Curiosamente essas rádios tinham, na época, a mesma estrutura hoje atribuída às rádios comunitárias. O rádio começou no Brasil, como empreendimento da sociedade civil organizada.

1932: Waldo de Abreu cria os primeiros anúncios de rádio no Esplêndido Programa, da Rádio Clube do Brasil do Rio de Janeiro. O governo Getúlio Vargas permite a publicidade no rádio. Sustentadas pelo dinheiro dos anúncios, as emissoras passarão a ser regidas por interesses comerciais (de seus anunciantes) e não mais de seus associados que outrora a sustentavam. As rádios perdem o caráter de “associação”. Nesse mesmo ano Locutores paulistas usam o rádio como instrumento para conseguir a adesão popular à Revolução Constitucionalista de 1932.

1935: Inauguração da Rádio Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro. Instituição do programa oficial do governo de Getúlio Vargas , a Voz do Brasil, transmitido até hoje. A Rádio Kosmos, de São Paulo, cria os primeiros programas de auditório, que permitem a participação do público. Surgem os primeiros ídolos do rádio: Linda Batista, Araci de Almeida, Francisco Alves, Carmen Miranda, Orlando Silva, Sílvio Caldas , entre outros. A primeira a possuir uma equipe jornalística.

1936: Inauguração da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, a primeira grande emissora brasileira, líder de audiência durante duas décadas.

1937: Assis Chateaubriand inauguara a Rádio Tupi de São Paulo. A cantora Linda Batista é eleita a "Rainha do Rádio".

1938: Orson Welles aproveita a interpretação e a imaginação do rádio para narrar uma realista invasão de marcianos colocando centenas de pessoas em pânico nos EUA.
1941: A Rádio Nacional lança o Repórter Esso primeiro radiojornal brasileiro, que ia ao ar na voz de Heron Domingues . Em Busca da Felicidade, a primeira radionovela brasileira, é transmitida pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

1944: Inauguração da Rádio Globo, do Rio de Janeiro.

1948: Inicia-se a fase áurea dos programas de auditório, quando despontam cantoras como Emilinha Borba e Marlene e sua histórica rivalidade.

1956: Invenção do transmissor que permitiu a fabricação de rádios menores que iam a qualquer lugar. O rádio se torna mais companheiro com essa mobilidade.

1959: O rádio inicia a corrida para o jornalismo ao vivo dado o grande sucesso das reportagens de rua, ao vivo, e das entrevistas fora dos estúdios.

1962: Primeira transmissão Via Satélite.

1966: Surge o som estéreo.

1968: Fim do Repórter Esso. O locutor Gontijo Theodoro ficou à frente do Repórter Esso por 18 anos, 9 meses e 10 dias. Com sua voz possante e dicção perfeita, Gontijo Theodoro , às 8 horas da noite, em ponto, dava o seu "Boa Noite" e passava a informar só notícias confirmadas. Sua credibilidade era tanta, que houve um tempo em que se dizia: "Se o Repórter Esso não deu, não aconteceu".

1970: Surgimento das primeiras emissoras de freqüência modulada (FM) do país.

1975: A Rádio Globo se consagra nas transmissões de partidas de futebol.

1977: Inauguração da Rádio Cidade FM, no Rio de Janeiro, líder de audiência na década de 80. Nomes como Eládio Sandoval, Fernando Mansur, Romilson Luís, Paulo Martins, Sérgio Luís e Jaguar fazem escola em FM sob a coordenação de Carlos.

1982: A Rádio Fluminense FM, mais conhecida como "Maldita", criou uma nova linguagem de locução nas FMs. Era a Rádio Rock!. Na época do primeiro Rock in Rio, estava entre as cinco mais ouvidas regularmente.

1991: Com o slogan " A rádio que toca notícia ", o Sistema Globo de Rádio inaugura a Central Brasileira de Notícias (CBN-AM), com 24 horas de informações.

1996: Lançamento da CBN-FM São Paulo, primeira rádio só de notícias em freqüência modulada. O governo envia ao Congresso projeto de lei que prevê a regulamentação do funcionamento das rádios comunitárias.

1997: O percentual de domicílios brasileiros com aparelhos de rádio chega a 90,3%, contra 84,9% em 1992, segundo o IBGE. Na Região Sul, o índice é de 94,8%; na Sudeste, 94,3%; na Centro-Oeste, 87,2%; e na Nordeste, 83,3%.

2000: Começam a ter destaque as rádios virtuais pela Internet. Entra em atividade a RadioClick do Sistema Globo de Rádio.

2005: No ano em que o rádio comemora 83 anos de transmissão analógica no Brasil, as principais emissoras do país começam a testar a difusão digital de sua programação. A tecnologia é testada por parte das emissoras dos grupos Eldorado, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Sistema Globo de Rádio.

Essa é um pouco da história do rádio no Brasil.

FONTE: dihitt.com
AUTOR: MEGA MÍDIA

quinta-feira, 20 de julho de 2017

PIONEIRISMO DO RÁDIO NO CEARÁ

Aos 20 de janeiro de 1924, no Distrito Telegráfico (Os Correios), o Sr. Elesbão de Castro Velloso (engenheiro), reuniu em valia uma ideia inédita com outros companheiros também de engenharia. Criar a primeira entidade de Radiotelefonia na cidade de Fortaleza.

Chamou-se Rádio Clube Cearense, com estatuto aprovado em 15 de fevereiro do mesmo 24, e cuja diretoria fora assim composta: Presidente: Engº Elesbão de Castro Velloso; Secretário: Dr. Carlos da Costa Ribeiro; Tesoureiro: Engº Antonio Eugênio Gadelha.

Os demais membros efetivos do Clube eram: Desembargador Carlos Livino de Carvalho, Carlos Mesiano, Francisco Riquet Nogueira, Clovis Meton de Alencar, Augusto Mena Barreto, Mister Watson e Henrique Soares. Entre os outros associados e fundadores, constaram os nomes de Anthony de Alencar Santiago (técnico pioneiro), Hit Moraes e Oswaldo Fernandes.

A diretoria do Rádio Clube Cearense queria colocar para funcionar com rapidez uma pequena estação emissora de 3 watts, para a operar experimentalmente ainda em março. Segundo técnicos da época, a potência deveria ser de pelo menos 30 watts. A receptora de 3 válvulas com circuito TSE e, acompanhada de alto-falante Ericsson supertone, fora instalada na sede da sociedade que, ficava em um salão da Phênix Caixeiral na época, esquina das ruas Gal. Sampaio com Guilherme Rocha, na antiga Praça Marquês do Herval (atual José de Alencar).
Os receptores existentes em Fortaleza eram de propriedade dos associados Clovis Meton de Alencar, cujo circuito de reação com duas válvulas era por ele fabricado, tal qual o de Alfredo Euterpino Borges, fruto também de trabalho artesanal. Essa emissora não chegou a entrar no ar.

Como nova tentativa no centro do salão, numa mesa especial e, estava ali o primeiro receptor importado. Era de fabricação francesa, com um imponente auto-falante de corneta. O momento do seu descortinamento foi saudado por prolongada salva de palmas acompanhado do hino nacional.

Constara o receptor de uma caixa de tamanho descomunal, de madeira e um painel de ebonite com 4 “dial”, cheia de algarismos com legendas indicadoras em francês, e na porta exterior por cima, encaixadas em soquetes, 4 válvulas Lee Forest, de tamanho grande semelhante a uma garrafa de 600 ml.

Foi feito o primeiro procedimento e ante a expectativa e ansiedade de todos, as experiências que às vezes iam até altas horas se prolongaram e, o aparelho nem sequer chiava.

Após toda encenação e dias depois, chegaram a conclusão de que uma válvula não acendia, pois, estava queimada. Substituída por outra que estava numa caixa de reserva que acompanhava o aparelho, verificaram os “Técnicos” posteriormente, que os fios estavam invertidos.

Com muita assistência, foi feita a ligação correta; o bicho apitou e alto! A alegria foi geral, com satisfação estampada em todos.

Henrique Soares, tomando os controles, iniciou uma série de apitos em várias tonalidades e, isso foi prolongado até que cessou tudo. As baterias estavam esgotadas!

Novas decepções e novos experimentos surgiram nos dias seguintes e enquanto isso, os comentários e as opiniões Técnicas eram as mais desordenadas, predominando, no entanto que a causa primordial era a antena inadequada.

Em uma bela noite e já muito tarde, resolveram ir à casa de Henrique Soares no Jacarecanga, levando o “Bicho”, para experimentar uma das cinco antenas existentes, e vários “Terras” construídos de acordo com as instruções. O aparelho fora conduzido com apoio de duas tábuas. Todos apostavam no alto conceito técnico de Henrique! Referido equipamento foi levado à pé para evitar trepidações. O Mesiano não quis retirar as válvulas receando trocá-la de lugar!
Em um dia ignorado, mas já no final de 1924, o aparelho funcionou. Foi no Centro Artístico Cearense, na Tristão Gonçalves, local cedido pelo Cel. Antônio Diogo de Siqueira.
Foi uma apoteose pra época. Quanta nitidez o volume! Uma musica suave estava sendo irradiada, não se sabia de onde! Chamaram o Cel. Diogo e família, e os telefones não pararam! Apareceu gente de toda parte. Ouviu-se musicas até o esgotamento da bateria. Ficou ajustado que ninguém mexeria em nada até a noite seguinte. Todo Clube, compareceu as 19. h e de imediato passaram a ouvir a mesma estação. Era uma questão de sintonia. Os técnicos ainda desconheciam o manejo ou ajuste dos “Diais”.

Alguém perguntou: “de onde é essa musica”? Ante o silêncio, ouviu-se a voz juntamente com Hil Moraes e Oswaldo Fernandes, onde foi feito uma rede de radiotelegrafia, utilizando bobinas Ford, quando receberam em galenos, resultados surpreendentes.
O Radio Clube Cearense havia tomado um novo impulso e havia importado um transmissor de 25 watts, de fabricação também francesa. Havia sido preparado um estúdio em uma das dependências do prédio Phenix Caixeiral na Praça José de Alencar, e foi organizado programas e festivais, como speakers.

Foram construídos receptores de 3 válvulas, utilizando o esquema do circuito Sohnell. Os diais eram confeccionados com velhos discos de gramofone, e as suas engrenagens milimétricas com rede de relógios velhos!

Henrique Soares era o técnico. O comércio local, interessado no “vírus” que atendera a cidade, passou a importar o material, merecendo destaque a Casa Edson, que aqui em Fortaleza era de propriedade do Sr. Machado. Dr. Elesbão Veloso, importou dos Estados Unidos um “kit” completo, material de ótima qualidade.

Foi construída numa boa marcenaria, uma caixa, pelo modelo americano.

Depois de pronto e experimentado, foi posto em exposição na Livraria Americana, na Praça do Ferreira como um cartão.

Reunidos sempre na Phênix Caixeiral, a sociedade Rádio Clube Cearense com um equipamento receptor, sintonizava também em ondas curtas a “Rádio Sociedade do Rio de Janeiro” e, mesmo assim com um sinal de péssima qualidade.
Muitos pesquisadores do Broadcasting desconhecem este capítulo. Foi esse o pioneirismo do rádio no Ceará, que por falta de preservação dos equipamentos e insensibilidade cultural, essa história quase que fora levado pelo vento de 1925, quando faltou interesse pela coisa.

Desejar é melhor do que possuir. A posse é o prenuncio da morte do desejo.

FONTE: Assis Lima, pesquisador
AUTOR: MEGA MÍDIA

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SAIBA 21 FATOS CURIOSOS SOBRE A RÁDIO NACIONAL (RJ)

A Rádio Nacional é uma rede pública pertencente a Empresa Brasil de Telecomunicações.

Sediada na cidade do Rio de Janeiro, a Rádio Nacional foi fundada em 12 de setembro de 1936, durante o governo do presidente Getúlio Vargas. Detalhe: ela foi inaugurada como empresa privada, mas estatizada em 1940.
A Rádio Nacional sempre funcionou nos dois últimos andares de um edifício na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. Para assistir aos programas de auditório, o público era obrigado a tomar o elevador para chegar no andar das apresentações.

Foi a Rádio Nacional quem levou ao ar a primeira emissora de ondas curtas do país, em 1942. Curioso é que “ondas curtas” é um “comprimento de ondas maior”, o que possibilitou ao sinal da rádio chegar ao Brasil inteiro.

A primeira música a ser tocada na RN foi Luar do Sertão. Enquanto a música tocava, ia ao ar a primeira narração: “Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!”.

Em Busca da Felicidade foi a primeira rádio-novela do país, entrando no ar pela Rádio Nacional em 1941.

O conhecidíssimo programa jornalístico Repórter Esso foi pioneiro no radiojornalismo. Entrou no ar em 1941, também pela Rádio Nacional.

Com o slogan “Testemunha ocular da história”, o Repórter Esso fez tanto sucesso (foram quase 40 anos) que acabou desembarcando na TV. O que pouca gente sabe é que não existia somente o Repórter Esso brasileiro. Chamado de Esso Reporter, o jornalístico era produzido em diversos países do Globo.

O primeiro programa inspirado nos programas de paradas de sucesso norte-americanos foi o Parada dos Maiorais, apresentado na Rádio Nacional por César de Alencar.

Os programas humorísticos mais famosos foram Balança, Mas Não Cai (que, mais tarde, ganhou uma versão para a TV) e PRK-30.

O Parabéns Pra Você é uma versão brasileira de Happy Birthday, a tradicional música de aniversário norte-americana. A autora da letra é a poetisa paulista Bertha Celeste Homem de Mello. Ela tinha 40 anos quando participou do concurso da escolha promovida pela Rádio Nacional. Detalhe: ela bolou a letra em apenas cinco minutos.

Entre os artistas que trabalharam na Rádio Nacional estão: Paulo Gracindo, Mário Lago, Brandão Filho, Cauby Peixoto, Ivon Cury, Marlene, Ângela Maria, Eron Domingues, Walter D’Ávila, Emilinha Borba, Oduvaldo Viana, Henriqueta Brieba, Orlando Silva, César de Alencar, Linda Batista e outros.

Paulo Gracindo foi produtor, compositor, ator e apresentador da Rádio Nacional. Apresentou os programas Noite de Estrelas e Programa Paulo Gracindo. Como ator, seu papel mais famoso foi o do primo rico no quadro Primo Rico e Primo Pobre, em parceria com Brandão Filho.

Brandão Filho participou da primeira rádionovela brasileira, Em Busca da Felicidade. Acabaria, porém, se tornando conhecido como o primo pobre do quadro Primo Rico e Primo Pobre. O sucesso do quadro foi tamanho que ele e Paulo Gracindo passaram anos interpretando os mesmos personagens no rádio e na TV.

Uma das cantoras mais populares da Nacional foi Emilinha Borba. O sucesso de Emilinha fez com que ela fosse eleita Rainha do Rádio e recebesse outros títulos como A Garota Grau Dez e A Favorita da Marinha.

Um dos maiores ídolos masculinos (senão o maior) foi o cantor Cauby Peixoto. Queridinho das mulheres, Cauby era “atacado” pelas fãs na saída dos locais onde se apresentava. Enlouquecidas, elas chegavam a rasgar sua roupas e deixá-lo quase nu.

Por falar em Cauby, você sabia que ele foi o primeiro cantor brasileiro a gravar uma canção de rock em português?
Não é sem motivos que o período entre o final dos anos 30 e início dos 60 é chamado de Era do Rádio. As ondas do rádio alcançaram e integraram todo o país e o veículo, se transformado numa das principais fontes de informação e entretenimento da população. 

E foi surfando nessa onda que surgiu, em 1949, a Revista do Rádio, uma publicação com fofocas, notícias e novidades sobre o rádio brasileiro.

Ainda sobre a onda do rádio. O concurso Rainha do Rádio foi criado pela Associação Brasileira do Rádio para arrecadar fundos para a construção de um hospital. A primeira Rainha foi a cantora Linda Batista, eleita em 1937. 

A última foi Juli Joy, em 1958. Outras Rainhas: Dircinha Batista, Marlene, Dalva de Oliveira, Mary Gonçalves, Emilinha Borba, Ângela Maria, Vera Lúcia e Dóris Monteiro.

O Brasil inteiro se comoveu com o súbito falecimento da cantora Carmen Miranda, uma das maiores estrelas da Era do Rádio brasileira. O velório e o enterro foram acompanhados por cerca de 500 mil pessoas. Enquanto chorava e lamentava a morte de Carmen, o povo cantava na surdina os principais sucessos da cantora. A multidão era tamanha que, passado o enterro, 75 sepulturas do cemitério ficaram danificadas.

Outro ídolo do rádio que provocou comoção com sua morte repentina foi Francisco Alves. Conhecido como o Rei da Voz, o cantor faleceu em 1952, em um acidente de automóvel na Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro. 

O féretro foi acompanhado por milhares de pessoas e os portões do cemitério, invadido pela multidão. A multidão se espremeu no cemitério. Pessoas passaram mal e muitas tiveram que ser atendidas pelo serviço médico.

Fontes: Veja, Nosso Século, Nosso Tempo, InfoEscola, UOL, Wikipédia, Década de 50.
AUTOR: MEGA MÍDIA

10 CURIOSIDADES DE RÁDIO QUE VOCÊ NÃO SABIA

Existem no mundo cerca 1.400.000 emissoras.

O rádio é a mídia número 1 do mundo para consumo de música.

O rádio é a 5ª mídia em investimento publicitário do mundo.

O Brasil é maior consumidor de aparelhos de rádio do mundo.

680.000 pessoas trabalham direta e indiretamente com rádio no nosso país.

O Brasil tem cerca de 9.180 emissoras oficiais (entre AMs, FMs e Comunitárias), perdendo em quantidade apenas para os Estados Unidos.

51.568.000 de residências brasileiras possuem ao menos um aparelho de rádio em casa. Na Região Sul, 93,4% das residências possuem aparelho.

73.000.000 de telefones celulares brasileiros sintonizam rádio.

Rádio conquistou 3.300.000 ouvintes nos Estados Unidos em 2010.

No Reino Unido, onde moram 62.200.000 pessoas, existem 140.000.000 de aparelhos de rádio.

Fonte: Fernando Morgado, pesquisador de mídia e comunicação.
AUTOR: MEGA MÍDIA

segunda-feira, 17 de julho de 2017

ERROS, GAFES, FALHAS E MICOS NO RÁDIO

UMA PORRADA DE ERROS NAS ONDAS DO RÁDIO, DIVIRTA-SE.

HOMENAGEM DESTE BLOG AO GRANDE JORNALISTA MAURÍCIO MENEZES:




FONTE: YOUTUBE

AUTOR: MEGA MÍDIA

O DIA DO RADIALISTA É COMEMORADO EM DUAS DATAS

21 de setembro ficou conhecido como Dia do Radialista, porém uma lei alterou a data de comemoração oficial da categoria, passando para 7 de novembro.

Com a mudança imposta por uma lei federal em 2006, os radialistas passaram a ter duas datas para comemorar, além do tradicional Dia do Rádio (25 de setembro). O 21 de setembro tornou-se uma data simbólica e 7 de novembro é a oficial. A mudança aconteceu em decorrência ao músico e radialista Ary Barroso.

Trata-se de duas datas especiais para os profissionais que movem essa paixão pelo rádio.

Confira abaixo o decreto que altera a data de comemoração do Dia do Radialista:

LEI Nº 11.327, de 24 de julho de 2006

Institui o Dia do Radialista.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído, no calendário das efemérides nacionais, o Dia do Radialista, a ser comemorado no dia 7 de novembro, data natalícia do compositor, músico e radialista Ary Barroso.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de julho de 2006; 185º da Independência e 118o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

João Luiz Silva Ferreira

AUTOR: AUVARO MAIA

domingo, 16 de julho de 2017

CONHEÇA OS LOCUTORES DAS VOZES MAIS FAMOSAS DO BRASIL

Você irá conhecer os rostos por trás das vozes mais famosas do Brasil. Desde as vozes padrão da Globo até as vozes do Google Tradutor.













FONTE: YOUTUBE

AUTOR: MEGA MÍDIA

RÁDIO: O APARELHO QUE REVOLUCIONOU O MUNDO

Dos carros às portarias de edifícios, das casas aos escritórios, das televisões aos celulares. Mais de um século após sua invenção, o rádio continua quase onipresente na vida dos habitantes de todo o planeta. Sua origem também permanece contraditória e misteriosa até os dias de hoje.

Para alguns, o inventor do aparelho responsável por transmitir ondas sonoras à distância foi o italiano Guglielmo Marconi, que em 25 de setembro 1986 patenteou o registro de sua criação. A data ficou conhecida como o dia do Rádio, mas para alguns o verdadeiro inventor do rádio foi o austríaco-americano Nikola Tesla, em quem Marconi baseou boa parte de sua invenção. Outra corrente acredita que a invenção do rádio veio de um brasileiro, que teria emitido os primeiros sinais radiofônicos dois anos antes de Marconi.

Conta a história que em 1984 o padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura apresentou seu sistema de emissão de ondas sonoras do bairro de Santana por oito quilômetros até a Avenida Paulista. Conta-se ainda que alguns religiosos destruíram a aparelhagem de Landell por acreditar que o padre mantinha ligações demoníacas. Para alguns, este episódio atrasou o reconhecimento da invenção do padre brasileiro.

Polêmicas a parte, o rádio se desenvolveu até se tornar o meio de comunicação mais importante do mundo, ultrapassando a então soberania dos jornais impressos. Coberturas de guerra, telejornais, telenovelas e programas de entretenimento variados transformaram o aparelho na vedete dos cidadãos nas cinco primeiras décadas do séc. XX. Foi só com o surgimento e a popularização da televisão, nos anos 50, que o rádio começou a perder seu espaço. Contudo, agilidade de seu método de propagação ajudou o rádio a permanecer vivo e presente em praticamente todo o mundo até esta segunda década do séc. XXI.

O rádio no Brasil

Chacrinha, Carmem Miranda, Repórter Esso, Voz do Brasil. A presença do rádio no País tupiniquim foi maciça e teve papel decisivo para a construção da cultura tradicional brasileira. Em 1922, o País ouve sua primeira transmissão radiofônica, realizada durante a comemoração do primeiro centenário de independência do Brasil. Através de uma antena instalada no Corcovado, Rio de Janeiro, habitantes das cidades de Niterói, Petrópolis, São Paulo e Rio puderam escutar o discurso do então presidente Epitácio Pessoa, feito para a abertura da Exposição do Centenário. Na mesma noite, a ópera O Guarani,de Carlos Gomes, foi reproduzida para os ouvintes. Era o início de uma história de sucesso do rádio brasileiro.

A celebração da primeira grande transmissão radiofônica do Brasil também marcou época por originar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira estação do País. Doada ao governo em 1936, a estação permanece em atividade até os dias de hoje, agora com o nome de Rádio MEC. Com o passar dos anos, novas rádios foram sendo criadas pelo país. Fundada em 1928, em São Paulo, a Rádio Sociedade Record – posteriormente batizada apenas como rádio Record – foi outra que marcou época e permanece em atividade. A ela se seguiram outras icônicas estações brasileiras, como Bandeiras, Tupi, Nacional, Gaúcha de Porto Alegre, Globo e Excelsior.

Ainda antes do advento da televisão, as donas de casa brasileiras suspiravam com os romances das telenovelas. Enquanto isso, os homens acompanhavam aflitos aos jogos de futebol tão belamente narrados pelas ondas magnéticas. Atores, cantores, apresentadores de telejornais e humoristas se tornaram imortalizados por sua contribuição no meio de comunicação. Além de instrumento de entretenimento e informação, o rádio passou a se tornar canal de comunicação direta entre as autoridades e a população. Ainda hoje, a presidenta Dilma Rousseff discursa semanalmente no programa Café com a Presidenta.

O rádio no séc. XXI

O rádio resistiu à febre da televisão, à chegada dos computadores e hoje em dia luta bravamente para se manter ativo em um mundo de tecnologia móvel e cada vez mais ágil. Nas grandes capitais, o rádio ainda é um ótimo companheiro para as manhãs e finais de tarde de trânsito intenso. Popularizadas nos anos 60 e 70, as rádios FM, com freqüência superior à das rádios AM, enfrentam a concorrência brutal da internet e dos aparelhos de mp3.

Antes, para um artista ser considerado de sucesso, era necessidade primordial que sua música fosse veiculada em alguma das diversas estações exclusivamente musicais do País. Hoje em dia, estas estações vêem sua influência diminuir a cada dia. Na cobertura de notícias, entretanto, o rádio ainda se destaca por sua grande agilidade e eficácia.

Para alguns, o rádio ainda é o principal meio de comunicação nas coberturas de trânsito, esportes e política. Nos últimos anos, variações de programas radiofônicos se tornaram sucesso na internet, como os podcasts e as playlists. Um século após sua criação, o rádio enfrenta agora a imprevisibilidade de seu futuro. 

Só o tempo dirá se o rádio da forma tradicional como conhecemos continuará existindo, mas sua importância histórica e suas décadas de ouro continuarão sendo eternamente lembradas pelos apaixonados por este revolucionário aparelho.

AUTOR: BRASILEIROS.COM